FOGUEIRA

O terceiro experimento cênico do Alvenaria de Teatro ganha o nome de FOGUEIRA quando o grupo se vê formado por quatro mulheres e um homem. Esta situação aparentemente trivial ganha outro sentido quando os integrantes começam a tomá-la como uma revelação, cria-se então o encontro de quatro mulheres, que dão inicio, todas as noite, a um rito assentado unicamente na improvisação, na dança, no canto, e em palavras misteriosas. Em torno deste tema do encontro feminino, o publico é convidado a assistir e participar de um círculo ritualístico onde as fronteiras entre realidade e invenção parecem ser o tempo todo testadas. Numa estrutura dramatúrgica que possibilita a irrupção do mistério e do inesperado, por vezes as mulheres parecem apossadas por outras mulheres, e o único homem do grupo se travesti de ekedi (função feminina no candomblé), ritmando seu tambor em direção ao ápice do rito, que seria a consumação da fogueira, símbolo inverso das fogueira históricas da inquisição. FOGUEIRA é antes de mais nada uma resignificação daquele fogo que condenava o feminino à mudez, transformando-o agora num aliado para a purificação que se dá através da expressividade do corpo e da voz.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s