Aos poucos, o nada se apresenta. Novamente à beira do abismo, adentramos a escuridão abissal.

Em Fogueira, vimos (vemos) peixes em torrentes incontroláveis de água, água em toda sua (des)forma – mijo, mar, rio, lama, leite, banhos e mais banhos… Mulheres rasgando o ventre e olhando o jorro do caos. Mulheres convocando legiões de mulheres, mulheres tomando homens pelo braço, pelos olhos, pelos cabelos, puxando-lhes os pés – ora delicadamente, ora enfurecidamente – e convidando-os a olhar também o rasgo. Mirar no rasgo o espelho.

Em Butô de Bêbado Não Tem Dono, estamos submersos no vazio das águas paradas, profundas e densas. É onde o nada acontece, revela absurdos e, de quando em vez, monstros elétricos com dentes enormes e sem olhos. Aqui, a própria noção de “ acontecimento” é duvidosa. É o lugar sem dono, um entre-lugar, onde se chega após ultrapassar o portal neon decadente do esgoto chamado bar.


BEBAMOS E DANCEMOS SEMPRE.

.Ci.

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