PÓS-GUERRA

 

Entrelaçaremos nossos cabelos, trançaremos!

Nossos fios, nossos olhares, nossos desejos?

Na teia.

Cadeia de encontros laçados e tanto esperados.

E tontos…

E tantos…

 

Lançados,

Tons avermelhados. Amarelos subtonados.

Amar.

Elo colorido de dor (lorido) de amor (flor).

 

Jardim do deserto,

Almas sobreviventes da Nau.

Mar de fogo a se estrebuchar em rendas…

 

Somos o que fomos antes.

Sem Uns.

Somos Outros. 

Oito seios.

Rubras cinzas dançarinas.

Eternizando a presente ausênica.

Um Viva aos mortos!

Dançamos por não termos.

Porque temos.

Porque somos mulheres,

E vemos.

Porque Vênus.

Há fome do teu nome;

Sedenta música.

Bocejos, giros e espasmos.

Grito orgasmático.

 

 Serpenteamos.

 

Dançamos em voltas,

Por tu, por tua volta.

E quando vens?

Nu. Nutrir.

Enquanto nós, no triz.

Urge Dançar!

 

Dancemos!

 

 (Quando Não Há Mais Esperança)

 

por Camilla Sarno

Imagem: “Duas mulheres correndo na praia”, de Picasso.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s